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Sunday, November 19, 2006

História do Conde de Nãossessabedonde

Este é dedicado às pessoas que sentem que precisam de fazer mais ó-ó, às pessoas que têm mais do que dois tios mais novos do que elas, às pessoas que usam calções que acabam mesmo acima dos joelhos com meias que começam mesmo abaixo e aos franceses.

Em tempos houve um conde de nãossessabedonde que vivia num castelo ou num daqueles stands de automóveis à beira da estrada com a moradia atrás e que gostava muito de todos os compositores de música clássica. Lá no castelo só se ouvia Bach, Handel, Schubert, etc.
Os seus filhos Igor e o outro a que nunca tiveram tempo de pôr um nome eram ambos virtuosos instrumentistas. Igor tocava violino e outro a que nunca tiveram tempo de pôr um nome tocava o reco-reco de uma maneira que fazia que dele saísse a música que os anjos fazem. O seu nome era conhecido por toda a terra, por toda a parte se falava do outro a quem não tiveram tempo de pôr um nome como se de um ser sobrenatural se tratasse. Igor era bom. Nunca deixou que a preferência musical que toda a gente demonstrava pelo seu irmão poluísse o seu amor fraterno. Os dois irmãos veneravam-se mutuamente e andavam sempre juntos. Eram extremamente belos e todas as raparigas dos brejos (oops!) quer dizer, das redondezas do castelo os desejavam mais do que o regresso de D. Sebastião numa manhã no chuveiro.
- Bom dia, Igor!
- Bom dia, mano.
- Como me pareces feliz!
- É porque estou feliz! Estou ainda mais feliz agora que te encontro feliz! - Eram felizes.
A mãe, a condessa, era uma excelente cantora e cozinheira. Tratava por tu o Pantagruel, a Carmen e a maior parte das canções da Tonicha. As suas hábeis mãos de mãe faziam as mais conceituadas bases para pizza e os mais quentinhos folhados de salsicha, deixando o marido sempre muito contente, a ponto de se babar com grande vontade.
Como eram felizes! Nasceram e, ao que se sabe, ainda não morreram.
Vivem ainda jovens e felizes para sempre.
Sem um ponto negro, sem uma cárie, sem um arranhão, sem uma ferida, sem um pulso torcido, sem uma perna partida, sem uma pedra nos rins, sem uma insónia, sem um enfarte do miocárdio.

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